quarta-feira, 15 de maio de 2013
Dia legal, Tigra e Chá do Nizan.
Pronto agora eu posso parar e escrever alguma coisa, já que a insônia chegou outra vez. Posso parar e escrever não por causa da insônia, também, mas muito mais pelo fato de estar terminando um email para o pessoal da ... não quero falar o nome da empresa, é uma empresa, porque é chato isso, a gente não pode falar senão não dá certo, esse mundo é inacreditável mas a gente vive nele. Eu tava acabando de escrever uma reposta para o gerente de marketing, acho que ele é isso, Sergio, que mandou escrito na resposta no email de apresentação do meu trabalho que esse tipo de iniciativa não faz parte de nossa plataforma de apoios, escrevi de volta, mas quê projeto?, de qualquer maneira mando em anexo agora o projeto para o senhor ter pelo menos uma idéia do que se trata. É diferente mesmo. Eu escrevo um blog, aliás, escrevi um blog falando dessse trabalho o gueixatropical.blogspot.com.br mas ele acabou porque a história chegou ao fim. Tá basicamente tudo lá, tirando as minhas loucuras de escrever muita coisa minha também, nessas horas eu já misturava tudo, usava a Gueixa para desabafar, ou viajar, sei lá, eu sou um cavalo de gueixa, o criador e a criatura ela mesma. E as vezes não sou nada também, só fico olhando. Daí que acabei de escrever a resposta prá esse homem, eu gostei dele. Ele me respondeu de volta, haha, se corrigindo, que o projeto falava de música e tal, nem lembro mais, só lembro do final que ele disse o que eu queria ouvir: vou olhar o projeto e qualquer coisa te retorno. Aí não aguentei e escrevi algumas linhas e mandei mais um mp3 inédito em anexo com a parceria minha e da Tigra, We are in love. Essa música eu chorei quando ouvi pronta. Eu choro por tudo, mas enre todas do meu CD eu fui chorar com essa. Minha amiga Tigra ingrata que foi embora de volta prá Pelotas. Não tenho outra Tigra, aliás já não tinha a Tigra nem mesmo morado aqui. Ela foi sumido, foi ficando muito brava e com raiva do mundo. Tigra foi embora mas deixamos essa canção que fala do amor. O amor que une as pessoas, o amor da camaradagem, da amizade. Do ombro amigo. O engraçado da coisa é que eu sou uma coisa e ela é outra. Vim de um mundo, me visto dessa maneira, ela é o contrário, ou parece ser, de mim. E fomos grandes amigas assim. Não tive uma companheira de tigragem melhor que a Tigra, aliás tive sim, algumas, mas não deram nome ao verbo. E as tigragens com a Tigra eram especiais. Fiz um chá. Já que eu tô com insônia mesmo, um saco porque acordei cedo e malhei logo de manhã e até meio dia você não acredita na quantidade de coisas que eu fiz. Nem eu acreditei, hoje bati um recorde. Porque foi um dia muito legal. Fui focada e cumpri todas as metas, até o pé eu fiz, no Spá do pé, com as máquinas todas, parece um dentista de pé. É um pouco aflitivo mas vira um vício. A flor do chá abriu e está quente demais para tomar. Eu que não sou besta peguei um copinho mini, os japoneses também tomam assim, de pouquinho, como saquê. E coloquei um pouquinho de chá ali prá esfriar. Abri o armário mas é uma quantidade de chá inacreditável, prá que isso?, que eu trago das viagens, mas é cada chá bonito, colorido, e de flores, que comprei no Harrod's, no Japão, naquela avenida chiquérrima com todas as lojas, no mercado d'epices em Istambul, em São Paulo no Iguatemi. Esse chá que eu tô tomando é do Nizan. Esse eu comprei na loja em Tokyo, da avenida chic. Mas não consegui dar o chá pra ele, em agradecimento por ele ter feito Love in Xangai prá mim, porque ele não estava na casa dele no Rio, e houve um desencontro qualquer que o chá não chegou no destino final. E aqui estou eu, com insônia, amando o chá do Nizan, e ainda tenho uma outra lata no armário. A flor é uma beleza! Tenho um bule, aliás dois bules, de cristal então vejo a flor se abrindo lá dentro, que coisa bonita, isso é bem do japonês. Essa sutileza de cores. A cor da água que ficou meio apessegada, o gosto, já tomei três copinhos rs. Mas o sono chegou, graças a Deus. Tudo que é maravilhoso é deitar agora e dormir o sono dos justos, que dia legal que tive. Boa noite.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Selvagem chapada
O que me fez levantar no meio da noite e escrever alguma coisa foi a mistura de sentimentos dentro do meu coração. Os ajustes sentimentais que foram discutidos nesses dias aqui, uma intensidade maluca, encontros que precisavam acontecer, que lugar é esse meu Deus! Eu to falando de um solo de cristal no meio do Brasil. Vim parar aqui porque meu marido tem casa e escritório em Brasília, já conhecia a região pois vim algumas vezes no sitio bonito que a Maria Paula tem por aqui. Mas no caso da região dela é no caminho de São Jorge, cidade onde fica a entrada do parque nacional da Chapada dos Veadeiros. É como se você fosse topar com um dinossauro logo ali. Uma vastidão que incomoda porque é muita. Agora abri a porta do quarto porque a mariposa gigante que estava presa no banheiro, se soltou pois deixei a porta aberta. Então abri a porta do quarto prá ver se ela sai. E desde cedo, quando deitei, ja pensando nessas coisas que nem contei ainda, olhei para uma amiga que virou duas. Aranhas. Do estilo bem clássico mesmo, pretas, corpudas, fortes, do tamanho do ok que a gente faz com o dedo. Ontem a noite era uma só mas agora já são duas pelo quarto, que já não é grande, além de uma outra pequenina andando pelo meu tapete de ioga esticado ao lado da cama. Centopéias no jardim, dezesseis cachorros, tudo numa ordem e limpeza beirando a militar. Minha amiga comanda a rotina desses bichos, fora alguns gatos lindos que andam pelo telhado da casa, naturalmente.
É muito bicho. Isso porque eu estou na cidade, em Alto Paraíso. Chegamos ontem a tardinha da fazenda dessa minha amiga. Mas esse lugar é um caso a parte. Mas antes de entrar nesse mundo selvagem, eu quero dizer que já sei porque acordei de madrugada, é saudade do Marido. E um incômodo no meu coração por saber que ele vem amanhã de Brasília prá cá, pilotando um avião. Ele adora isso. Eu sinto frio na barriga deitada, de imaginar meu amor voando pelos ares. Respiro fundo, olho em volta, esse mar de bichos sutis, procuro a mariposa gigante sem achar. Bom, já vi que essa não vai ser a melhor noite da minha vida.
Há pouco li o horóscopo da Susan Miller que incrivelmente fala de uma viagem mágica, então tenho mesmo é que aproveitar. Coisas de madrugada insône. Que Deus seja pai e traga meu amor prá cá com segurança, porque tenho medo que ele caia lá de cima. Mas daqui a pouco o sono me derruba. Porque ainda estou na plenitude desses dias que passaram, e ainda vem mais pro fim de semana, com meu marido. Foi uma experiência completa de encontro com a selvageria da natureza.
É diferente dos lugares da Chapada que conheci. Tem uma vastidão mas não é aberta, é fechada na mata, é como se fosse o cerne da gente. Entrei em contato com o verdadeiro ambiente onde moram, caçam, reproduzem, os maiores animais brasileiros. Rock punk na veia. A noite tinha medo de sair lá fora porque era muito barulho de bicho. Bicho andando prá tudo quanto é lado. As pegadas eram de veados mas poderiam também ser de cachorro do mato, que entrou no banheiro, por exemplo. As pegadas das antas, frescas, pesadas, eram maiores que a minha mão. Tirei fotos, tá no meu Instagram!
As cachoeiras, com pedras enormes, e cavernas, servem de morada prá varios animais. Tem um recanto no coração da fazenda, que a cachoeira vira rio, ja tinha virado antes, perto do acampamento, mas lá é um rio parado, cristalino, na altura do joelho prá cintura, com as margens fechadas, ainda entramos pela mata dentro de um afluente, ainda encontramos argila para um banho. É de chorar de lindo.
Mas é claro que eu tinha medo! Eu moro no Leblon, que é uma outra selvageria. Foi a Carla que me encorajou. Essa menina amiga da minha amiga. Devo muito a ela essa minha experiência extra sensorial no meio da floresta. Eu não sabia diferenciar as pegadas, o Zé Vivo dizendo que o cocô de bicho que apareceu perto da compostagem era de cavalo, era nada, era de anta! Como que tem um cavalo ali? Daonde vem um cavalo, se o próximo vizinho é a mais de quinze kilometros de distância, tendo que atravessar vários rios, saltar, aliás, como os nativos dizem. Pegadas de onça, cachorro do mato, anta, um tráfego intenso de serpentes pelas trilhas, essas eu me assustei um pouco com a quantidade, libélulas amarelas, azuis, lilázes, douradas, enfeitando as cachoeiras. Algo surreal. Mas surreal também é o fato de saber nitidamente que estamos sendo observados como invasores por muitos olhos dentro da floresta. Eu me senti mau com isso, como se entrasse numa cidade em que os habitantes acabaram de fugir com medo ao me ver chegar. Fala serio. Mas realmente stou pensando se quero ir com Gustavo de volta prá lá esse final de semana. Não por isso mas porque lá é muito sem estrutura mesmo, sem luz, cozinha aberta, fogão a lenha, um gerador que ligava prá fazer o suco verde e carregar meu iphone e computador. E só. Bicho prá tudo quanto é lado, fogueira a noite. Mas eu tô sem ver meu marido há uma semana, eu quero é uma lugar hiper, triper confortável prá ninho. Aqui por perto tem tantas cachoeiras, vai ser maravilhoso reencontrar meu amor.
É muito bicho. Isso porque eu estou na cidade, em Alto Paraíso. Chegamos ontem a tardinha da fazenda dessa minha amiga. Mas esse lugar é um caso a parte. Mas antes de entrar nesse mundo selvagem, eu quero dizer que já sei porque acordei de madrugada, é saudade do Marido. E um incômodo no meu coração por saber que ele vem amanhã de Brasília prá cá, pilotando um avião. Ele adora isso. Eu sinto frio na barriga deitada, de imaginar meu amor voando pelos ares. Respiro fundo, olho em volta, esse mar de bichos sutis, procuro a mariposa gigante sem achar. Bom, já vi que essa não vai ser a melhor noite da minha vida.
Há pouco li o horóscopo da Susan Miller que incrivelmente fala de uma viagem mágica, então tenho mesmo é que aproveitar. Coisas de madrugada insône. Que Deus seja pai e traga meu amor prá cá com segurança, porque tenho medo que ele caia lá de cima. Mas daqui a pouco o sono me derruba. Porque ainda estou na plenitude desses dias que passaram, e ainda vem mais pro fim de semana, com meu marido. Foi uma experiência completa de encontro com a selvageria da natureza.
É diferente dos lugares da Chapada que conheci. Tem uma vastidão mas não é aberta, é fechada na mata, é como se fosse o cerne da gente. Entrei em contato com o verdadeiro ambiente onde moram, caçam, reproduzem, os maiores animais brasileiros. Rock punk na veia. A noite tinha medo de sair lá fora porque era muito barulho de bicho. Bicho andando prá tudo quanto é lado. As pegadas eram de veados mas poderiam também ser de cachorro do mato, que entrou no banheiro, por exemplo. As pegadas das antas, frescas, pesadas, eram maiores que a minha mão. Tirei fotos, tá no meu Instagram!
As cachoeiras, com pedras enormes, e cavernas, servem de morada prá varios animais. Tem um recanto no coração da fazenda, que a cachoeira vira rio, ja tinha virado antes, perto do acampamento, mas lá é um rio parado, cristalino, na altura do joelho prá cintura, com as margens fechadas, ainda entramos pela mata dentro de um afluente, ainda encontramos argila para um banho. É de chorar de lindo.
Mas é claro que eu tinha medo! Eu moro no Leblon, que é uma outra selvageria. Foi a Carla que me encorajou. Essa menina amiga da minha amiga. Devo muito a ela essa minha experiência extra sensorial no meio da floresta. Eu não sabia diferenciar as pegadas, o Zé Vivo dizendo que o cocô de bicho que apareceu perto da compostagem era de cavalo, era nada, era de anta! Como que tem um cavalo ali? Daonde vem um cavalo, se o próximo vizinho é a mais de quinze kilometros de distância, tendo que atravessar vários rios, saltar, aliás, como os nativos dizem. Pegadas de onça, cachorro do mato, anta, um tráfego intenso de serpentes pelas trilhas, essas eu me assustei um pouco com a quantidade, libélulas amarelas, azuis, lilázes, douradas, enfeitando as cachoeiras. Algo surreal. Mas surreal também é o fato de saber nitidamente que estamos sendo observados como invasores por muitos olhos dentro da floresta. Eu me senti mau com isso, como se entrasse numa cidade em que os habitantes acabaram de fugir com medo ao me ver chegar. Fala serio. Mas realmente stou pensando se quero ir com Gustavo de volta prá lá esse final de semana. Não por isso mas porque lá é muito sem estrutura mesmo, sem luz, cozinha aberta, fogão a lenha, um gerador que ligava prá fazer o suco verde e carregar meu iphone e computador. E só. Bicho prá tudo quanto é lado, fogueira a noite. Mas eu tô sem ver meu marido há uma semana, eu quero é uma lugar hiper, triper confortável prá ninho. Aqui por perto tem tantas cachoeiras, vai ser maravilhoso reencontrar meu amor.
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